Capítulo 39
Gatos do Mato
15 min de leitura
A colher de Mãe Duna sumiu na manhã do quadragésimo nono dia, e em Última Luz inteira só havia um gato para culpar.
— Não fui eu — disse Brasa.
Ninguém tinha perguntado. Ele estava de pé no meio da cozinha, com o avental amarrado, as orelhas deitadas e uma raiz meio descascada na pata, e Mãe Duna estava do outro lado do balcão com a concha na mão e aqueles olhos pequenos e rápidos parados nele.
— Eu não disse nada — disse Mãe Duna.
— Mas pensou.
— Pensar é de graça, gato.
A colher era de pau. Comprida como o meu braço, preta de tanto caldeirão, com a ponta gasta de um lado só, do jeito que a mão de Mãe Duna mexia. Ela a tinha havia vinte e dois anos. Tinha sido do marido dela, que fazia colheres, e que estava na Parede com um pedaço de madeira pregado em vez de plaqueta. Eu soube disso depois, por Lio. Mãe Duna não disse. Mãe Duna só disse que a colher tinha ficado de noite em cima do fogão, onde sempre ficava, e que de manhã não estava.
E que o único ser da cozinha que tinha pelo, garras e um avental com bolsos era Brasa.
Foi Brasa quem achou as pegadas. Não eu.
Ele saiu da cozinha com a raiz ainda na pata e o pelo da cauda inchado de ofensa, e foi direto para a janela dos fundos, a que dava para o beco entre o Salão e o paredão, e subiu no parapeito e cheirou. Cheirou muito. Depois pulou para fora.
Eu fui atrás, porque era o que eu fazia com Brasa.
No beco, a cinza era fina e batida, e nela, se você se abaixasse muito e olhasse de lado, contra a luz, havia marcas. Pequenas. Redondas. Quatro dedos e uma almofada, do tamanho de uma moeda de cobre, tão leves que a cinza mal tinha afundado. Iam do parapeito até a muralha dos fundos, onde uma tora da escora tinha uma rachadura, e sumiam.
— Isto não é pata de Palico — disse Brasa. — Palico pisa com peso. Com dignidade. — Ele pôs a própria pata do lado de uma das marcas. A dele afundou o dobro. — Isto é pata de quem não come direito.
Eu me agachei. Olhei a borda das pegadas. Olhei a distância entre elas.
— Dois — eu disse. — Um maior e um menor. O menor carregava alguma coisa comprida; está vendo aqui, onde tem um risco do lado das pegadas, como se arrastasse? — Apontei. Era quase nada. Uma linha na cinza, de vez em quando, sumindo e voltando. — Ele levava a colher na boca, e a ponta batia no chão.
Brasa olhou para a linha. Depois olhou para mim com uma cara que eu não sabia ler num gato.
— Você é chato, Ilian — disse ele. — Mas às vezes é útil.
E foi a coisa mais bonita que ele tinha me dito desde Varnhal.
Veyra estava no pátio, olhando uma lista com a Cabo Marn.
— Não — disse ela, antes de eu abrir a boca.
— Comandante, é uma colher.
— É o Cinzal. — Ela não levantou os olhos da lista. — Faz dois dias que uma coisa passou a meio caminho daqui e deixou o chão de vidro. Não.
— É a borda. A borda leste, perto da muralha. As pegadas saem pela escora dos fundos. Não vão longe; é bicho pequeno, não anda longe da comida. — Eu não sabia se isso era verdade. Parecia verdade. — E eu não vou sozinho.
Veyra levantou os olhos. Olhou para mim. Olhou para baixo, para Brasa, que estava do meu lado de avental e com a raiz ainda na pata, de peito estufado.
— Eu sou uma pessoa — disse Brasa.
— Você é um gato.
— Um gato é uma pessoa. A Guilda diz. Tem papel.
A Cabo Marn tossiu, e a tosse era uma risada disfarçada. Veyra fechou os olhos por um instante, como quem conta até alguma coisa.
— Até onde a torre do meio vê — disse. — Nenhum passo além. Levem a Seikret. E voltem antes de o sol tocar o paredão, Kest. — Ela voltou para a lista. — Antes. Não na hora. Antes.
— Sim, Comandante.
— E se me trouxerem um Grimalkyne morto em vez de uma colher, vocês dois lavam a louça da Duna até o Clamor.
Lio estava na porta do estábulo quando fomos buscar a Pena. Não pediu para ir. Olhou para mim, para Brasa, para a Pena, e disse só:
— Eles comem besouro. Os gatos do mato. Se vocês levarem besouro, eles chegam mais perto.
— Como você sabe?
— Eu dei besouro para um. Quando eu era pequeno. — Ele deu de ombros. — Ele levou o meu pente também.
A rachadura da escora dava para fora da muralha, para a faixa de chão entre a base e as primeiras árvores, onde a cinza era mais grossa e as pegadas ficavam mais fáceis. Brasa ia na frente, de quatro, com o nariz quase no chão, parando e cheirando, e xingando baixinho numa língua que eu não conhecia. A Pena ia atrás de mim, de cabeça baixa, olhando para cima de vez em quando, para o céu, desde a faixa quente. Eu levava três besouros de casca dura num saquinho, que Lio tinha catado no monte de estrume do estábulo em menos tempo do que eu levei para amarrar a bota.
As pegadas entraram no Cinzal pela borda leste, na mesma direção da trilha do riacho seco, mas não pela trilha. Pelo lado. Por baixo de raízes, por cima de tocos, pelos lugares onde uma pessoa não passaria e um bicho pequeno passava sem pensar. Tive de ir de gatinhas duas vezes. Brasa riu das duas.
— Eles sabem que estão sendo seguidos — disse ele, na segunda. — Estão indo pelo caminho mais chato de propósito.
— Como você sabe?
— Porque é o que eu faria.
Andamos menos de uma hora. Eu olhava para trás o tempo inteiro, para a torre do meio, para o fogo mais alto, que ainda se via por cima das árvores baixas da borda. A torre via longe. Mas não tão longe quanto eu tinha pensado.
E aí Brasa parou.
Era uma árvore caída. Uma das grandes, das velhas, das que tinham veias grossas como um braço, deitada de comprido no chão, entre duas outras que ainda estavam de pé, e tão grossa que, deitada, era mais alta do que eu. O tronco estava oco. Não podre: oco, liso por dentro, como se o fogo que corria nas veias tivesse comido o miolo e deixado a casca. E a casca, por fora, estava cheia de buracos redondos, pequenos, do tamanho de uma cabeça de gato.
E em volta dos buracos, penduradas em fios de fibra, havia colheres.
Muitas. De pau, de osso, de latão, de ferro. Uma de prata, preta de tão velha. Colheres de sopa, de chá, de mexer, uma concha rachada sem cabo, um garfo de três dentes que devia ter sido posto ali por engano. Estavam amarradas pelos cabos, de cabeça para baixo, e o vento de cinza fazia elas baterem umas nas outras, bem baixinho. Tlin. Tlin-tlin. Como os sinos de vento que as mulheres de Três Pontes penduravam na porta para espantar mau-olhado.
Eu fiquei parado olhando. Brasa ficou parado do meu lado, com a boca aberta.
— A minha avó — disse ele, bem baixo. — A minha avó tinha razão.
No meio das colheres, perto do buraco maior, pendurada mais baixo que as outras, porque era mais comprida, havia uma colher de pau preta, com a ponta gasta de um lado só.
Eles apareceram depois que Brasa pôs o primeiro besouro no chão.
Um de cada vez. Primeiro os olhos, nos buracos da casca, como brasas acendendo num carvão. Depois as orelhas, com os tufos. Depois o resto, saindo devagar, de lado, com as caudas no ar, pisando tão leve na cinza que não faziam barulho nenhum. Eram onze. Contei duas vezes. Menores que Brasa, todos, da cor exata da cinza, e se não se mexessem eu os perdia de vista mesmo sabendo onde estavam.
Um deles, mais magro, com uma orelha rasgada, chegou no besouro, cheirou, olhou para Brasa, e pegou o besouro com a boca e sumiu com ele para dentro do tronco. Os outros dez ficaram olhando. Para Brasa. Para o avental.
Pus o segundo besouro. Ninguém se mexeu.
— Não é para você — disse Brasa, sem virar a cabeça. — O besouro. Eles não querem que o de fora dê. Querem que o gato dê. Me dá.
Dei o saquinho. Ele pôs o terceiro besouro no chão, com a pata, com cuidado, e fez o barulho da garganta, o ronronado quebrado, com pausas, que eu tinha ouvido no Cinzal. E dessa vez eu prestei atenção e percebi que as pausas não eram iguais. Tinham um ritmo. Era fala.
Um dos Grimalkynes respondeu. O mesmo barulho, mais agudo, mais rápido.
Brasa ficou quieto um tempo. Depois se virou para mim.
— Eu entendo uma palavra em três — disse. — A minha avó falava assim quando brigava com o meu avô. — Ele coçou a orelha. — Acho que ele disse que a colher é deles agora, porque estava em cima de um fogo e tudo que está em cima de um fogo é de quem pegar primeiro. Ou disse que eu tenho cheiro de peixe. Uma das duas.
— Pergunta qual.
— Ilian, eu entendo uma palavra em três.
Aí o Grimalkyne do botão saiu do tronco.
Eu o reconheci pelo colar antes de reconhecer o resto. O cordão de fibra, a escama, o dente, o botão de latão brilhando fosco no meio do pelo cinza. Era o do Cinzal. O do peixe. Ele saiu pelo buraco maior, o das colheres, e parou, e olhou para Brasa, e as orelhas dele se levantaram.
E ele fez um barulho que eu não tinha ouvido nenhum deles fazer. Curto. Alto. Quase um espirro.
Os outros dez olharam para ele. Depois para Brasa. E a coisa toda mudou. Eu não sei explicar como. As caudas baixaram. Dois deles se sentaram. Um veio até Brasa, cheirou o avental, cheirou o cutelo, cheirou o bolso da pimenta demoradamente, e espirrou.
— Ele se lembra de mim — disse Brasa. A voz dele tremia um pouco. — Ele contou para eles. Do peixe.
O do botão chegou perto. Pôs o nariz quase encostado no nariz de Brasa. Ficaram assim. As caudas se mexendo devagar, no mesmo ritmo, de um lado para o outro, como no Cinzal. E depois o do botão apontou com a pata, sem tirar os olhos de Brasa, para o bolso do meio do avental.
Fez um som. Dois sons, emendados.
Brasa pôs a pata no bolso. Tirou a Seiva. O âmbar vermelho do tamanho de uma noz, com a brasa lá dentro, que clareava e escurecia. Os onze Grimalkynes, todos, ao mesmo tempo, fizeram um barulho baixo, comprido, que parecia o vento passando entre as colheres.
— Ele está dizendo o nome dela — disse Brasa. — Da Seiva. Eu acho. — Ele repetiu os dois sons, devagar, errando o segundo. O do botão corrigiu. Brasa repetiu de novo. — Brasa… alguma coisa. Brasa que vai na frente. Brasa que mostra. — Ele franziu o focinho. — Brasa-guia. Acho que é isso. Brasa-guia.
Ele olhou para a Seiva na pata. Para o Grimalkyne.
— Ele me deu o que guia eles — disse, baixo. — Por um peixe.
E guardou de volta no bolso da pimenta com uma delicadeza que eu nunca tinha visto nele, nem com o cutelo.
Depois disso, fomos convidados para comer.
Eu não sei se foi convite. Sei que o do botão deu as costas e entrou no tronco, e os outros foram atrás, e Brasa foi atrás deles, de quatro, e ficou com meio corpo para dentro do buraco maior e o rabo para fora, e de lá de dentro gritou:
— Ilian! Eles têm fogo!
Eu não cabia no buraco. Me deitei na cinza, de barriga, e pus a cabeça.
Dentro do tronco oco era quente e escuro e cheirava a fumaça doce. No meio, no chão de madeira queimada, havia um buraco raso, forrado de pedras, e nas pedras, em vez de lenha, três pedaços de Seiva, maiores que a de Brasa, acesos por dentro, respirando. Não davam chama. Davam calor, um calor vermelho e parado, e em cima deles, espetados em lascas de osso, assavam uns pedaços pequenos de coisa que eu não soube dizer o que era. Carne. Raiz. Um cogumelo branco. E folhas, enroladas em volta de tudo, que chiavam e escureciam e soltavam aquele cheiro.
O da orelha rasgada tirou um espeto do fogo e deu a Brasa.
Brasa cheirou. Mordeu. Mastigou.
E parou.
Eu vi acontecer. Vi as orelhas dele se levantarem, e depois caírem. Vi os bigodes tremerem. Vi ele mastigar mais devagar, e depois mais devagar ainda, e depois engolir, e ficar olhando para o espeto na pata como quem olha para uma carta com má notícia.
— O que foi?
— Nada.
— Brasa.
— Está bom — disse ele, com a voz de quem confessa um crime. — Está bom, Ilian. Está melhor que o meu. — Ele mordeu de novo, com raiva, e mastigou, e os olhos dele se encheram de alguma coisa. — Eles não têm panela. Não têm sal. Não têm avental. Eles cozinham num tronco. E está melhor que o meu.
O da orelha rasgada fez um som. Os outros fizeram outro. Eu tive quase certeza de que estavam rindo.
— É a Seiva — disse Brasa, falando mais para si do que para mim. — O calor da Seiva. Não queima por fora. Cozinha por dentro, devagar. E a folha. Que folha é essa? — Ele cheirou a folha. — Eu não conheço essa folha. Eu conheço todas as folhas.
Então Brasa fez uma coisa que eu não esperava. Pôs a pata no bolso de baixo do avental, o dos temperos, e tirou uma pitada. Uma pitada só, entre dois dedos. Pimenta. A pimenta que Mãe Duna tinha devolvido, para quando precisar.
E esfregou a pitada num dos espetos que ainda estavam no fogo.
O cheiro subiu. Os onze Grimalkynes pararam. O do botão chegou perto, cheirou o espeto, e espirrou três vezes seguidas, e os outros todos se amontoaram em volta do fogo, e o da orelha rasgada pegou o espeto, mordeu, e deu um pulo tão alto que bateu a cabeça no teto do tronco.
Depois voltou para morder de novo.
— Rá — disse Brasa, baixinho. Não para mim. Para o mundo. — Rá.
Ficamos até a sombra das árvores começar a ficar comprida.
Não sei tudo o que aconteceu dentro do tronco, porque eu só via uma parte, deitado de barriga na cinza com a cabeça no buraco e a Pena, atrás de mim, cutucando as minhas botas com o bico de vez em quando, impaciente. Sei que Brasa e o da orelha rasgada ficaram muito tempo discutindo folhas, cada um com uma na pata, cheirando e apontando. Sei que Brasa deu mais três pitadas de pimenta, contadas, e fechou o bolso e bateu nele com a pata quando um dos pequenos tentou enfiar a mão. Sei que o do botão, em algum momento, foi lá fora e voltou com a colher de Mãe Duna na boca, arrastando a ponta, e a pôs na frente de Brasa.
E sei que, antes de sairmos, o do botão pôs a pata no peito de Brasa, em cima do avental, e fez um som. Um som só. Comprido, com um estalo no meio.
Os outros dez repetiram. Um depois do outro. O mesmo som.
Brasa ficou parado, com a pata do Grimalkyne no peito.
— O que ele disse? — perguntei, quando saímos, quando Brasa já estava do lado de fora com a colher amarrada nas costas com um cordão de fibra que eles tinham dado, e a Pena já estava de pé, e o sol já estava a um palmo do paredão.
Brasa não respondeu logo. Andou um pouco, pela cinza, com a colher balançando.
— É um nome — disse. — Eles me deram um nome. Da língua deles.
— Qual?
Ele fez o som. Comprido, com o estalo no meio. Errou um pouco. Fez de novo.
— E o que quer dizer?
— Eu não sei. — Ele olhou para a frente. As orelhas estavam baixas, mas não de tristeza. De outra coisa. — Não é uma das palavras que eu entendo. A minha avó nunca disse essa. — Ele andou mais um pouco. — Pode ser amigo. Pode ser o que traz pimenta. Pode ser gordo. — Ele suspirou. — Com a sorte que eu tenho, é gordo.
Mas ele repetiu o som baixinho, sozinho, o caminho inteiro de volta. E eu não ri de nenhuma das vezes.
Foi na borda do Cinzal, já vendo a muralha, que o do botão apareceu de novo.
Tinha vindo atrás de nós sem que ninguém ouvisse, nem eu, nem a Pena. Estava sentado num toco, do lado da trilha, com as patas da frente juntas, como da primeira vez. Esperando.
Brasa foi até ele. Os dois se cheiraram. E o do botão, sem pressa, tirou o colar do pescoço, passando o cordão por cima das orelhas, e o estendeu com as duas patas. Não para Brasa. Para mim.
Eu não entendi. Olhei para Brasa.
— Ele quer que você veja — disse Brasa. — Não que você fique. Ele disse olha. Essa eu entendo.
Me agachei. Peguei o colar com cuidado, como se pega um ovo. A escama. O dente. E o botão de latão, redondo, gasto, com a borda amassada, que eu nunca tinha visto de perto.
Não era um botão qualquer. Era um botão de uniforme. Da Guilda. Eu já tinha visto iguais nos casacos dos homens de Varnhal, com a borda levantada e a argola atrás, e no meio, em relevo, um número, para saber de que expedição era o casaco quando o casaco voltava sem o dono.
Virei o botão contra a luz dos fogos.
O latão estava gasto, arranhado, quase liso de tão esfregado em pelo. Mas o número ainda estava lá. Dois algarismos, em relevo, que o polegar sentia antes do olho.
27.
Fiquei agachado na cinza. Não sei quanto tempo. A Pena cutucou a minha bota, e eu não senti. Brasa disse o meu nome, e eu não ouvi.
Vigésima sétima. O casaco de um homem da vigésima sétima. Talvez de alguém que tinha dormido do lado do meu pai. Talvez do meu pai.
— Onde — eu disse. Minha voz saiu estranha. — Brasa. Pergunta onde ele achou.
Brasa perguntou. O barulho da garganta, as pausas. O do botão olhou para mim. Pegou o colar de volta da minha mão, delicado, sem encostar as unhas, e o passou de novo por cima das orelhas.
Depois levantou a pata e apontou.
Não para a base. Não para o Cinzal que a gente conhecia. Apontou para o outro lado, para o leste, para longe, por cima das árvores baixas da borda e das árvores altas depois delas, para onde o vale descia e descia e se perdia numa névoa escura que nenhum mapa de Nessa ainda tinha.
Fez um som. Um só.
— Lá embaixo — disse Brasa, muito baixo. — Ele disse lá embaixo.
Atrás de nós, na torre do meio, o velho sem dentes pôs mais Seiva no fogo, e o fogo subiu. O sol estava a um dedo do paredão.
Entre para avaliar este capítulo.
Comentários (0)
Entre na sua conta para comentar e responder.
- Seja o primeiro a comentar.