Capítulo 47
Relatório Não Enviado
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Relatório da Coordenação. 33ª Expedição a Kharvaal. Primeiro. Não enviado.
À Comissão de Pesquisa da Guilda, aos cuidados do Posto Varnhal.
Escrevo da base chamada Última Luz, na borda do Cinzal, no dia cinquenta e cinco desde a saída de Varnhal. Não há como mandar este papel. O dirigível não volta antes da próxima janela do anel, e a Garganta não devolve, como dizem aqui. Escrevo porque o regulamento manda que a coordenação relate a cada trinta dias, e já passaram cinquenta e cinco, e eu não relatei nada. Escrevo também porque, se eu não escrever, vou esquecer como se faz.
Números. Entraram na Garganta sessenta e um. Chegaram a Última Luz cinquenta e oito. Mortos: Tomé Ancel, carregador, de queda, na Cornija. Lenz, soldado, levado pelo vento do Dragão Ancião que a coordenação não tem autoridade para nomear (o Sr. Kovač o nomeia; a coordenação anota que ele o nomeia). Custódio Brás, carregador, por Jagras, no Cinzal, defendendo a coluna. Feridos: muitos. Eu, entre eles. A perna esquerda, da canela para baixo. Está fechada. Fechou bem. O Dr. Crane diz que fechou "admiravelmente". Não sei o que ele quer dizer com isso, e esta frase não devia estar num relatório.
Recursos. Perdemos três carroças, uma parte da comida, as pedras de amolar da segunda carroça, o caderno de campo do Sr. Arwin (queimado para fazer fogo; a coordenação aprova), e o escudo do caçador Kest. O caçador Kest tem agora uma espada. É de um homem morto. Aqui, armas de mortos não se enterram. Se usam.
Situação. A base nos recebeu. Não sei se nos aceitou. São noventa e três bocas, agora cento e cinquenta e uma. Eles nos chamam de "bocas". Comem a comida dos nossos mortos numa cerimônia que eu não consigo descrever sem chorar, e por isso não descrevo. Há uma parede com o nome de todos os que morreram no vale, da sétima expedição até a nossa. Nossos três estão nela. Há um arquivo que guarda os papéis de todas as expedições, e o arquivista me tirou a caneta. Ele tem razão.
O Clamor vem cedo. É o que todos dizem. Os velhos olham o céu. A muralha está sendo reforçada, e os nossos carregam pedra.
Há coisas que eu não sei como escrever. Não por falta de palavra. Por falta de saber para quem estou escrevendo.
Aprendi, no posto, a tirar uma folha de uma ficha sem rasgar. Aprendi bem. Fiz duas vezes. Nunca perguntei para onde as folhas iam. Esta frase também não devia estar num relatório.
A coordenação relata que a expedição está viva. Que a comandante é dura e justa e está cansada. Que o caçador Kovač bebe e não erra. Que a condenada Varn atira melhor que qualquer pessoa que eu já vi. Que o Palico Brasa cozinha na cozinha da base e foi adotado por gatos selvagens. Que a Seikret do caçador Kest, que o posto de Varnhal tinha por inaproveitável, não sai do lado dele, e deixa a coordenadora montar quando a perna não deixa andar. Que o caçador Kest ouve bem.
A coordenação não relata mais nada sobre o caçador Kest.
N. Orlen.
(Guardado no fundo do estojo das fichas, dobrado em quatro, debaixo da ficha da própria coordenadora.)
Oren pediu na frente de todo mundo, e foi por isso que Veyra não pôde dizer não.
Foi no Salão, na noite seguinte, na hora da comida. Mãe Duna tinha posto na mesa um caldo ralo de raiz com pão duro, e não havia carne nenhuma, de novo, pela quarta noite. Ninguém reclamava. Mas eu via Brann olhar para a tigela como quem olha um amigo que emagreceu.
Oren se levantou da mesa do conselho. Não bateu na mesa. Esperou. O Salão foi ficando quieto aos poucos, do jeito que o pátio fica quieto quando o sol passa do paredão.
— A carne seca acaba em vinte dias — disse ele. — O Clamor chega em trinta. Talvez antes. — Ele olhou para a mesa da 33ª. — Cinquenta e oito bocas a mais.
Ninguém respondeu.
— Os Vashti têm carne. Têm rebanho no Planalto, Talioth, mais do que comem. Todo ano, antes do Clamor, a gente manda gente até eles e troca. Ferro, sal, faca, o que a Forja fizer. — Ele se virou para Veyra, na ponta da nossa mesa. — Este ano, eu não tenho gente para mandar. A minha está na muralha.
Veyra pôs a colher na tigela.
— E a minha, não?
— A sua carrega até as cinzas. Foi o que você disse. — Oren não sorriu. — Andar até o Planalto também é carregar.
Eu vi a Comandante fazer a conta. Vi ela pesar a briga do pátio, as cinzas, a carne, o rosto de Brann olhando a tigela. E vi ela perceber que, se dissesse não ali, com o Salão inteiro ouvindo, a 33ª ia comer o caldo ralo de Última Luz pelos próximos trinta dias sabendo que podia ter tido carne e não teve porque a comandante dela não quis obedecer ao conselho.
— Quantos? — disse ela.
— Poucos. Os Vashti não gostam de muitos. Oito. Dez. Gente que anda depressa e que não fala demais.
Veyra olhou para a nossa mesa. Para cada um. Eu senti o olho dela passar por mim e voltar.
— Kovač, na frente — disse. — Varn. Os Dace. Kest, porque lê rastro. O gato, porque come pouco e acha comida. A Seikret, porque o Kest vai junto. — Ela parou. Olhou para Nessa. — E alguém que saiba fazer mapa, porque ninguém desta mesa sabe chegar lá.
Nessa já estava de pé. Sem muleta.
Eu não tinha visto ela largar a muleta. Ninguém tinha. Mas ela estava de pé, na ponta do banco, com as duas pernas no chão e a mão apoiada na mesa, só um pouco, e a muleta de Dita estava encostada na parede, atrás dela, como uma coisa esquecida.
— Eu vou — disse Nessa.
— Você não anda.
— Eu ando. — Ela soltou a mesa. Deu dois passos no corredor entre as mesas. Mancava. Pouco. Muito menos do que devia. — Ando devagar. Mas eu sou a coordenação, Comandante. E a coordenação faz os mapas.
Do outro lado do Salão, numa mesa pequena perto da lareira, onde ele comia sozinho com Pell desde que tinha chegado, o Dr. Crane levantou os olhos do prato. Olhou para a perna de Nessa. Olhou tempo demais.
Depois se levantou.
— Comandante — disse, com a voz macia de professor. — Se me permite. O Planalto. As carcaças. Nenhuma expedição da Comissão teve a oportunidade de estudar os ossos dos Colossos de perto. Seria uma perda imperdoável para a ciência se…
— Não — disse Veyra.
— Eu iria apenas como observador.
— O senhor é observador daqui. — Veyra não olhou para ele. — Da muralha dá para ver muito longe.
Crane ficou de pé mais um instante. Depois inclinou a cabeça, educado, e sentou de novo. E voltou a comer. Mas eu vi o lápis atrás da orelha dele, e vi que, quando ele pegou a colher, a outra mão tinha ido até o bolso do casaco, onde ficavam os cadernos, e ficado lá.
Foi Kaspar quem falou depois. Kaspar, que nunca falava.
— Comandante. — Ele estava de pé no fundo, encostado na parede, com a besta pesada nas costas. — Peço para ficar.
Veyra se virou para ele. Todo mundo se virou. Kaspar Rhel não pedia nada. Kaspar obedecia.
— Ninguém te chamou, Rhel.
— Eu sei. Por isso eu peço. — Ele não olhou para Crane. Não olhou para ninguém. — A muralha precisa de besta pesada. Se o Clamor vier cedo.
Era verdade. Era uma boa razão. E mesmo assim eu me lembrei da Racha, na Garganta, da besta levantada para o Kushala e da mão de Crane no braço dele. Não. E da besta descendo, sem ele olhar para a Comandante.
— Fica — disse Veyra.
E voltou a comer. E Kaspar voltou para a parede. E Crane continuou comendo, devagar, com a mão no bolso.
Saímos no dia cinquenta e sete, antes do sol.
Oito. Brann na frente, com o martelo e uma mochila do tamanho de um bezerro. Sila logo atrás, com o arco e as flechas novas que Hadrek tinha feito para ela, de ponta de osso. Tor e Mira Dace, as mãos dela ainda com pano nos nós dos dedos, o braço dele ainda vermelho do ombro ao cotovelo, os dois brigando desde o portão sobre quem tinha esquecido a pedra de amolar (Tor). Nessa, com um bordão de madeira do Cinzal em vez da muleta, e o caderno de mapas atravessado no peito. Eu. Brasa, com a mochila de cozinha e o frasco de pimenta. A Pena, de crista em pé, que corria na frente e voltava, na frente e voltava, e deixava Nessa subir no lombo quando o chão ficava ruim, desde que ninguém mais tentasse.
E as cabras. Duas, de Irena, carregadas de sal, de pregos e de facas novas da Forja, para a troca.
— Se elas morrerem — disse Irena, no portão, para mim, entregando a corda — eu planto você no lugar delas.
— E se eu morrer?
— Aí as cabras voltam sozinhas. Elas sabem o caminho. — Ela segurou meu rosto com as duas mãos rachadas, um instante, como tinha segurado o de Kellan. — Volta, pastor.
Atrás dela, na horta, o canteiro das sete sementes ainda era só terra. Ela tinha refeito as bordas com pedras, depois do Jagras. Tinha regado. Nada.
Oren estava no alto da torre do meio. Não desceu. Quando passamos o portão, ouvi a voz dele, grossa, chegando sem gritar:
— Para o norte, Kovač. Pelo Cinzal, sempre subindo, até a floresta acabar. Um dia e meio. Depois tem o degrau. — Uma pausa. — Depois do degrau, vocês não precisam de mim. Os Vashti acham vocês.
— E se não acharem? — gritou Brann, sem se virar.
— Eles acham. Eles sempre acham. — Outra pausa. — A questão é o que acha vocês primeiro.
Brann riu. Ninguém mais riu.
O Cinzal do norte não era o Cinzal do leste.
No leste, a floresta descia, e as árvores ficavam velhas e altas, e a cinza subia até a canela, quente por baixo, até a borda preta da Descida e a névoa parada. No norte, a floresta subia. Devagar, mas sempre. O chão ia ficando mais duro, mais pedra que cinza, e as árvores negras iam ficando mais finas, mais baixas, mais espaçadas, como se a terra ali não tivesse força para elas. As veias delas brilhavam menos. Em algumas, nada. Árvores pretas, mortas em pé, ou dormindo, eu não sabia.
E o ar mudava. Ficava mais frio. Mais limpo. Com um cheiro que eu não sentia desde Pedravento e que demorei metade da manhã para reconhecer.
Capim.
— Talioth — disse Sila, no meio da tarde, agachada em cima de uma pedra.
Eu fui ver. Na cinza fina entre duas pedras, pegadas largas, de casco fendido em dois, fundas na frente, como de bicho pesado que anda de cabeça baixa. Muitas. Umas por cima das outras. Indo para cima, para o norte.
— Quantos? — perguntou Brann.
Sila olhou para mim.
Eu me abaixei. Não toquei. Olhei como Maren tinha me ensinado a olhar as marcas das ovelhas na lama, na beira do rio de Pedravento, quando eu tinha onze anos e queria saber quantas tinham passado para o outro lado sem ninguém ver. Pelas bordas. Pelas que se apagam umas às outras. Pela que está por cima de todas.
— Doze — eu disse. — Talvez treze. Um menor, que anda torto. E passaram ontem de tarde. Não hoje.
— Por quê?
— A cinza entrou nas bordas. Escorreu. De noite teve vento. — Apontei. — E aqui, por cima de todas, passou um Jagras sozinho, de manhã. Seguindo.
Sila não disse nada. Pulou da pedra e foi andar sozinha um pouco à frente, olhando o chão. Depois de um tempo, voltou.
— Treze — disse. — O menor é uma fêmea manca. E o Jagras desistiu na outra pedra.
— Hum — eu disse.
Ela me olhou. E, pela primeira vez desde que eu a conhecia, Sila Varn riu. Curto, pelo nariz, um som que parecia um espirro. Depois ficou séria de novo, como se tivesse deixado cair alguma coisa.
Tor Dace, atrás de nós, cutucou a irmã.
— Aposto cinco que ela vai negar.
— Eu não aposto mais com você — disse Mira. — Você nunca paga.
Acampamos na última clareira de árvores negras, quando o sol desceu atrás do paredão do oeste e o céu ficou da cor de ferrugem.
Sem fogo. Era a regra fora da muralha. Brasa ficou ofendido por meia hora e depois tirou da mochila uma coisa enrolada numa folha que eu não conhecia, larga e cinza, e a abriu no meio de nós. Dentro, tiras de raiz cozida, temperadas com alguma coisa que ardia na boca e esquentava a barriga. A folha cheirava a fumaça doce.
— Os gatos ensinaram — disse ele, sem olhar para ninguém. — A folha guarda o calor. Eu ainda faço melhor que eles. Mas a folha é boa.
Brann comeu três tiras de uma vez e não disse nada, o que, em Brann, era o maior dos elogios.
Depois que todos se deitaram, eu fiz o que sempre fazia. Me deitei de cara no chão, na cinza, com a capa por cima. O chão ali era mais pedra que cinza. Frio.
E a coisa lá embaixo batia. Mas diferente.
Mais longe. Mais funda. Não por baixo de mim, como na base, encostada no paredão. Atrás de mim, e embaixo, como um sino tocado do outro lado de um morro. Eu tinha subido o dia inteiro. Tinha me afastado.
Ouvi alguém se mexer do meu lado. Depois uma voz, muito baixa, para ninguém mais ouvir.
— Está aí? — disse Nessa.
Ela estava deitada de costas, a meio braço de mim, olhando o céu. Não para mim.
— Está — eu disse, de cara no chão.
— Mais forte ou mais fraca?
— Mais longe.
Ela ficou quieta. Eu ouvia a respiração dela.
— Eu escrevi um relatório — disse ela. — Ontem. Para a Comissão. Não vou mandar. — Pausa. — Tem uma linha sobre você.
Eu levantei a cabeça.
— Que linha?
— Que você ouve bem. — Ela virou o rosto para mim, no escuro. Eu via só o brilho dos olhos. — Só isso. E embaixo, que a coordenação não relata mais nada sobre você.
— Isso é relatar.
— É. — Ela olhou de novo para o céu. — Foi o mais perto que eu consegui chegar de não escrever. Eu ainda estou aprendendo.
Eu deitei a cara de novo na pedra.
E, antes de dormir, senti uma coisa que não era a pulsação. Era a mão dela, do lado, no chão, a meio braço de mim, batendo de leve na pedra. Desencontrada. Atrasada um nada. Como o eco atrasa o grito.
Ela já estava dormindo.
Andamos mais meio dia na manhã seguinte, e o Cinzal acabou.
Não como no leste, numa linha de pedra preta lisa. Aqui ele acabou aos poucos, como uma conversa que vai perdendo as palavras. As árvores negras viraram tocos, depois raízes, depois nada. O chão virou pedra cinza, e depois capim, um capim baixo, duro, cor de prata, que fazia barulho quando o vento passava, como areia escorrendo. E o vento passava sempre. Vinha da frente, constante, frio, cheirando a capim e a outra coisa, velha, seca, que eu não conhecia.
E o chão subia. Mais íngreme. Tão íngreme que a gente subia de mão na pedra, puxando as cabras pela corda, Brann na frente puxando a primeira, eu atrás puxando a segunda, e Nessa no meio de nós, no lombo da Pena, agarrada na crista, sem reclamar, o rosto molhado de suor no frio, enquanto a Seikret subia a pedra com as garras como quem sobe uma escada de casa.
Era um degrau. Uma parede de pedra cinza, inclinada, comprida, que cortava o vale de lado a lado até onde a vista ia, como se alguém tivesse cortado o chão com uma faca e levantado um dos lados.
Brann chegou em cima primeiro.
Eu vi ele parar. Vi ele ficar parado no alto do degrau, contra o céu branco, com a corda da cabra na mão e o martelo nas costas. E vi ele tirar o chapéu.
Brann Kovač não tirava o chapéu. Nem para dormir. Nem para enterrar Custódio.
Sila chegou depois. Parou do lado dele. Não disse nada.
Os Dace. Pararam.
Eu subi os últimos passos com a cabra puxando para trás, com medo do vento. Pus a mão na borda. Me ergui.
E vi.
Era uma planície. Larga, enorme, de capim prateado, que se mexia com o vento como a pele de um bicho respirando, e que ia embora para a frente, para o norte, até o horizonte. Até onde o céu encostava na terra.
E o horizonte estava cheio de ossos.
Não ossos. Eu não tinha palavra. Pareciam morros, no começo. Morros brancos, cinzentos, compridos, curvos, saindo do capim em fileiras. Depois eu vi que eram costelas. Costelas do tamanho de morros. Arcos que subiam do chão e voltavam a descer, um atrás do outro, como as tábuas de um navio virado de cabeça para baixo, só que maiores que qualquer navio, que qualquer torre, que a muralha de Última Luz, que o paredão. Um crânio, de lado, meio enterrado, com a órbita do olho do tamanho do Salão Comprido, e capim crescendo dentro dela. Uma espinha, inteira, deitada, que ia embora por meio horizonte, vértebra por vértebra, como as pedras de uma muralha que alguém esqueceu de terminar.
E mais. E mais. Para a esquerda, para a direita, para a frente. Até onde a vista ia. Até a névoa branca do fim do mundo.
O vento passava por dentro deles. E fazia um som. Baixo, comprido, muito fundo, que subia e descia, como alguém soprando a boca de um jarro enorme. Como um canto sem palavra.
Nessa escorregou do lombo da Pena e chegou do meu lado. Ficou de pé, com o bordão, e olhou.
Eu esperei que ela dissesse alguma coisa. O nome de um mapa. Uma pergunta. Para onde vai.
Ela abriu o caderno de mapas no peito. Pegou o carvão. Pôs a ponta no papel.
E não desenhou nada. Ficou com o carvão parado em cima da folha branca, olhando, com a boca aberta, e eu vi uma lágrima descer do olho dela até o queixo, sozinha, sem ela perceber, como os dedos dela na pedra.
Brann, com o chapéu na mão, disse a única coisa que alguém disse.
— Eles vêm para cá para morrer.
E, debaixo dos meus pés, muito longe, muito fundo, do outro lado do vale, a coisa batia. Onze. Catorze. Nove. Dezesseis.
Como se contasse quantos.
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